Viagem x crianças doentes

Não sei se sou felizarda ou se a maioria das crianças ficam doentes quando viajam. O fato é que em nossas duas melhores viagens com a Lia, ambas para Orlando, experimentamos a magia de estar realizando um sonho e o pesadelo de me ver com uma criança doente, num lugar diferente e que não falava muito bem a língua.
Nossas viagens, principalmente a que fizemos em setembro passado foram verdadeiras aventuras! A primeira viagem para Orlando aconteceu quando a Lia tinha sete meses. Fomos em janeiro e estava frio, o vento gelado fez com que depois de dois dias que chegamos ela ficasse congestionada e muito manhosa.
Ela ficou febril por alguns dias mas hesitei em chamar o médico do seguro saúde. Chegamos num sábado pela manhã no Brasil e à noite já estava com a Lia na emergência. Ela foi diagnosticada com pneumonia.
Quando planejamos nossa segunda viagem optamos por um período mais quente dessa vez, por isso fomos em setembro. Chegamos num sábado e curtimos tanto a semana que não estava nem acreditando. A Lia aproveitando cada segundo e encantada com tudo o que via.
No sábado seguinte da nossa chegada ela começou a vomitar muito na madrugada, nunca tinha acontecido isso, ela vomitou mais de dez vezes.Liguei no seguro saúde e estava esperando um médico no hotel. Fiquei tão agoniada que não conseguimos esperar e levamos ela numa clínica, tipo um consultório. A medico examinou, tentou hidratar e medicar a Lia por via oral, sem sucesso.
Minha angústia só aumentava e decidimos ir para um hospital. Aí começou nossa saga porque o seguro saúde que fizemos da empresa FlyCard não nos indicava um hospital para irmos, ficamos cerca de uma hora na clínica esperando, com a Lia oscilando entre vomitar e dormir e não tivemos retorno do seguro saúde.
Resolvemos acionar o seguro do cartão de crédito, ficamos cerca de meia hora no celular e eles indicaram um hospital pediátrico. Para vocês terem ideia do nosso nervosismo eu esqueci o celular que havia comprado há alguns dias no banco do Uber!!
Chegando no hospital fomos prontamente atendidos. Depois da triagem inicial, que é muito parecida com a que é feita aqui nos prontos-socorros, nos colocaram numa espécie de quarto, pequeno mas bem equipado. No total seis profissionais examinaram a Lia, não sei ao certo quantos eram médicos e quantos eram enfermeiros. Em determinado momento precisamos de um intérprete porque não conseguíamos nos comunicar. Depois de medicada e de permanecer algum tempo em observação o vômito cessou e a Lia teve alta, não sabiam dizer se era uma virose ou intoxicação alimentar.
O pior foi que nos dias seguintes eu e meu esposo também ficamos doentes, com os mesmos sintomas da pequena.Solicitamos atendimento médico no quarto do hotel mesmo. Voltamos para a casa muito mal, principalmente meu esposo que precisou de atendimento médico dentro do avião.
Levei uma farmácia do Brasil, que foi muito útil nas duas viagens. Fui à pediatra da Lia antes das viagens e ela me deu várias receitas e dicas que foram muito válidas. Além disso falei com ela por todos os dias em que precisei pelo WhatsApp.
Não sairia daqui sem esse respaldo, principalmente com crianças. Eles são imprevisíveis e quando menos esperamos ficam doentes, principalmente quando a mudança de ambiente e temperatura são mais bruscas.
Mesmo com esses contratempos não desanimamos de viajar com a Lia. Já estamos planejando a próxima viagem para o segundo semestre de 2017. Ah, e não desisti de Orlando não!! Quem sabe em 2018 estaremos lá novamente!!
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