A Lia prefere o pai e está tudo bem!

A Lia fica a maior parte do tempo comigo, mas quando o papai chega não tem para ninguém. Sabe aquele pai criativo, que junta alguns lençóis e monta uma cabana, que com dois copinhos plásticos faz telefone sem fio, que coloca filmes de heróis para a filha porque ele ama os heróis, que brinca, brinca e brinca de novo. Ele troca fralda, quando é preciso dá o banho, o almoço, se preocupa com o lanche da tarde, faz dormir, enfim, cuida e cuida melhor que eu.
Muitas vão pensar que sinto meu papel de mãe diminuído, mas vou frustrar vocês e dizer novamente que NÃO! Sabe porque? É somente o meu esposo fazendo o seu papel de pai.
Papel esse que deveria ser feito por todos os pais, pai não ajuda a mãe, pai tem o mesmo dever das mães, pai também precisa estar presente em todo o processo de educação e de aprendizado das crianças.
O Vinicius também trabalha fora e chega em casa só no final do dia, mas o que o diferencia de outros pais? O pensamento na família está em primeiro lugar, o tempo livre é dedicado à nós e ele faz questão que seja dessa forma, faz questão de estar presente e sabe que tem a mesma obrigação que eu no papel de cuidar, criar e educar.
O mais bonito é que isso só aumenta e fortalece o vínculo dele com a Lia.
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Viagem x crianças doentes

Não sei se sou felizarda ou se a maioria das crianças ficam doentes quando viajam. O fato é que em nossas duas melhores viagens com a Lia, ambas para Orlando, experimentamos a magia de estar realizando um sonho e o pesadelo de me ver com uma criança doente, num lugar diferente e que não falava muito bem a língua.
Nossas viagens, principalmente a que fizemos em setembro passado foram verdadeiras aventuras! A primeira viagem para Orlando aconteceu quando a Lia tinha sete meses. Fomos em janeiro e estava frio, o vento gelado fez com que depois de dois dias que chegamos ela ficasse congestionada e muito manhosa.
Ela ficou febril por alguns dias mas hesitei em chamar o médico do seguro saúde. Chegamos num sábado pela manhã no Brasil e à noite já estava com a Lia na emergência. Ela foi diagnosticada com pneumonia.
Quando planejamos nossa segunda viagem optamos por um período mais quente dessa vez, por isso fomos em setembro. Chegamos num sábado e curtimos tanto a semana que não estava nem acreditando. A Lia aproveitando cada segundo e encantada com tudo o que via.
No sábado seguinte da nossa chegada ela começou a vomitar muito na madrugada, nunca tinha acontecido isso, ela vomitou mais de dez vezes.Liguei no seguro saúde e estava esperando um médico no hotel. Fiquei tão agoniada que não conseguimos esperar e levamos ela numa clínica, tipo um consultório. A medico examinou, tentou hidratar e medicar a Lia por via oral, sem sucesso.
Minha angústia só aumentava e decidimos ir para um hospital. Aí começou nossa saga porque o seguro saúde que fizemos da empresa FlyCard não nos indicava um hospital para irmos, ficamos cerca de uma hora na clínica esperando, com a Lia oscilando entre vomitar e dormir e não tivemos retorno do seguro saúde.
Resolvemos acionar o seguro do cartão de crédito, ficamos cerca de meia hora no celular e eles indicaram um hospital pediátrico. Para vocês terem ideia do nosso nervosismo eu esqueci o celular que havia comprado há alguns dias no banco do Uber!!
Chegando no hospital fomos prontamente atendidos. Depois da triagem inicial, que é muito parecida com a que é feita aqui nos prontos-socorros, nos colocaram numa espécie de quarto, pequeno mas bem equipado. No total seis profissionais examinaram a Lia, não sei ao certo quantos eram médicos e quantos eram enfermeiros. Em determinado momento precisamos de um intérprete porque não conseguíamos nos comunicar. Depois de medicada e de permanecer algum tempo em observação o vômito cessou e a Lia teve alta, não sabiam dizer se era uma virose ou intoxicação alimentar.
O pior foi que nos dias seguintes eu e meu esposo também ficamos doentes, com os mesmos sintomas da pequena.Solicitamos atendimento médico no quarto do hotel mesmo. Voltamos para a casa muito mal, principalmente meu esposo que precisou de atendimento médico dentro do avião.
Levei uma farmácia do Brasil, que foi muito útil nas duas viagens. Fui à pediatra da Lia antes das viagens e ela me deu várias receitas e dicas que foram muito válidas. Além disso falei com ela por todos os dias em que precisei pelo WhatsApp.
Não sairia daqui sem esse respaldo, principalmente com crianças. Eles são imprevisíveis e quando menos esperamos ficam doentes, principalmente quando a mudança de ambiente e temperatura são mais bruscas.
Mesmo com esses contratempos não desanimamos de viajar com a Lia. Já estamos planejando a próxima viagem para o segundo semestre de 2017. Ah, e não desisti de Orlando não!! Quem sabe em 2018 estaremos lá novamente!!
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Chegamos ao Terrible Two

Há duas semanas temos experimentado muito ativamente a fase dos dois anos que deixam as mamães de cabelo em pé! Coisas que eram feitas sem nenhum stress, como trocar a fralda e tomar um banho (a Lia nunca chorou para tomar banho, nem quando era bem bebê, ela até dormia na banheira), agora são momentos de birra e muita manha.
Tudo é motivo para o choro e se ela for contrariada perde o controle. A Lia grita tanto, mas tanto que fica sem fôlego, se joga no chão, responde alto e depois fica muito envergonhada de estar chorando e culmina num nervosismo sem tamanho com mais e mais choro.
Não está sendo fácil manter a sanidade, tento sempre manter o diálogo e explicar o porque ele não pode ser atendida naquele momento ou porque precisa tomar o banho naquela hora, mas tem vezes que a única coisa que consigo é ficar ao seu lado até o ataque de fúria passar.
A verdade é que nessa fase a criança ganha autonomia, tem vontades próprias e não sabe lidar com tanta emoção. E está tudo bem, porque ela está se desenvolvendo, percebendo seus desejos e o mundo a sua volta.
À todas as mamães que estão vivenciando essa fase ou vão passar por ela desejo muito amor, segurança e uma boa dose de suco de maracujá!
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Recomeço

Como se eu estivesse começando uma jornada do zero, é assim que eu me sinto. Já dividi algumas vezes com vocês que estava com uma hérnia de disco na coluna lombar.
Desde novembro não sei o que é estar nenhum dia sem muita dor, sem tomar muitos remédios, fazendo todos os tratamentos disponíveis para o meu problema e nada resolvia.
Já não conseguia mais brincar com a Lia como antes, pegar ela no colo era muito penoso e as tarefas do dia a dia difíceis de serem executadas.
Fui perdendo a motivação para tudo, minha página Mamães em Pauta, que nasceu com um futuro muito promissor, foi ficando em segundo, terceiro, quarto plano.
Tudo foi perdendo o colorido e ficando cada vez mais cinza, meu emocional estava um lixo.
Aceitei que a única alternativa para tentar resolver meu problema seria uma cirurgia. Passei por ela no dia 11/07 e já me sinto bem melhor, com menos dores e com vontade de me recuperar rápido para conseguir retomar a minha vida, correr com a Lia, brincar, rolar, gargalhar até a barriga doer, enfim recomeçar.
E esse recomeço inicio já através do Mamães em Pauta, estou juntando os pedaços e fazendo algo que tenho certeza que ficará cada dia melhor!!
O meu objetivo, o meu propósito, o que faz o meu coração vibrar é poder ajudar o maior número de mamães possível.
Vamos juntas nos adaptar com a nova vida depois da chegada do bebê!!image