ESCOLA! E agora?

Quando soubemos que iríamos morar na Inglaterra, a minha principal preocupação era com a escola! Todos comentavam que seria muito tranquilo, principalmente para a Bella (5 anos), uma vez que ela estaria numa fase excelente para o aprendizado! Para a Nay (15 anos) também seria tranquilo, pois ela já fazia inglês há três anos.

Pois bem, vou começar com a Nay: ela realmente se adaptou super bem à escola, e está aprendendo e acompanhando o inglês perfeitamente! Estamos super orgulhosos dela! Ela frequenta o décimo ano, que corresponde ao primeiro ano do Ensino Médio no Brasil.

Já a Bella teve um pouco mais de dificuldade para se comunicar. Primeiramente, a escola foi muito receptiva e nos apresentou à família da também brasileira Mariana, mãe do Felipe e da Fernanda, que estudam na mesma escola, mas em salas diferentes. Achei ótimo, pois as crianças poderiam ajudar a Bella sempre que precisasse. Ela frequenta a sala que eles chamam de “Reception”, que antecede o primeiro ano do Ensino Fundamental.

A primeira semana foi super excitante! Ela ficou muito tranquila porque haviam muitas novidades, mas na segunda semana começaram os choros. E é aí que o coração de mãe aperta e começamos nossas tentativas em ajudá-la. Compramos diversos livros (ela sempre gostou muito de livros), baixamos diversos aplicativos para trabalhar a fala e escrita – todas as crianças da salinha dela já estão escrevendo! Além disso, diversos vídeos e músicas que ela já assistia, agora todos em inglês.

Mas a Bella é um pouco resistente e eu a entendo perfeitamente! Aqui as crianças ficam na escola das 9 horas da manhã até às 15 horas, e quando ela chega em casa não quer nem ouvir falar de outra língua que não seja a dela.
Com jeitinho, através da brincadeira (eu sou a aluna e ela é a professora), vamos aprendendo o inglês.

Após alguns dias conversamos com a professora e ela nos disse que a Bella já está cantando as músicas com os colegas, está interagindo bastante, que ela é muito boa em contas e com os sons. Isso nos deixou muito mais tranquilos, orgulhosos de seus avanços e com a certeza de que essas dificuldades irão passar logo!

Aqui eles usam muito a associação do som (fonema) à letra (grafema) e as crianças vão construindo as palavras de forma mais rápida! Eu, como fonoaudióloga, fico encantada com tudo isso!

Depois conto para vocês qual foi o desfecho desta história!

E vocês? Também passaram por momentos como esses? Por favor, compartilhem suas experiências aqui no blog!

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Primeira semana – vida de “madame”

Nossa primeira semana em York foi muito excitante: observar a arquitetura da cidade, as lindas paisagens, o clima muito frio, os castelos destruídos ou o pouco que lhes restam, os muros que cercam a cidade construídos há muito tempo, os costumes e hábitos, as ruas estreitas construídas quando os romanos habitavam este lugar, a comida. Tudo é encantador!
A princípio ficamos hospedados em um hotel por 4 dias e ali aprendemos um pouco sobre a riqueza deste lugar. Passeávamos o quanto conseguíamos caminhar, pois o vento contra o rosto é muito forte e não nos permite andar por muito tempo.
Compramos algumas coisinhas para sobreviver ao frio, meias térmicas, luvas, gorros, cachecóis, casacos mais pesados e botas mais quentinhas. Eram muitos camadas de roupas para suportar o frio ao caminhar pelo centro de York.
Enlouqueci em algumas lojas, mesmo em libra o valor das mercadorias aqui é muito baixo, comparado com o preço que pagamos no Brasil. Tive que me controlar, afinal vamos morar aqui por um ano!
Ao observar a população local, vemos que as pessoas, em sua maioria, são loiras ou ruivas de olhos azuis (muito bonitos por sinal)  e que se vestem muuuuito bem, mas uma coisa que me chamou bastante a atenção foi a quantidade de fumantes pelas ruas.

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A Lia prefere o pai e está tudo bem!

A Lia fica a maior parte do tempo comigo, mas quando o papai chega não tem para ninguém. Sabe aquele pai criativo, que junta alguns lençóis e monta uma cabana, que com dois copinhos plásticos faz telefone sem fio, que coloca filmes de heróis para a filha porque ele ama os heróis, que brinca, brinca e brinca de novo. Ele troca fralda, quando é preciso dá o banho, o almoço, se preocupa com o lanche da tarde, faz dormir, enfim, cuida e cuida melhor que eu.
Muitas vão pensar que sinto meu papel de mãe diminuído, mas vou frustrar vocês e dizer novamente que NÃO! Sabe porque? É somente o meu esposo fazendo o seu papel de pai.
Papel esse que deveria ser feito por todos os pais, pai não ajuda a mãe, pai tem o mesmo dever das mães, pai também precisa estar presente em todo o processo de educação e de aprendizado das crianças.
O Vinicius também trabalha fora e chega em casa só no final do dia, mas o que o diferencia de outros pais? O pensamento na família está em primeiro lugar, o tempo livre é dedicado à nós e ele faz questão que seja dessa forma, faz questão de estar presente e sabe que tem a mesma obrigação que eu no papel de cuidar, criar e educar.
O mais bonito é que isso só aumenta e fortalece o vínculo dele com a Lia.
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Viagem x crianças doentes

Não sei se sou felizarda ou se a maioria das crianças ficam doentes quando viajam. O fato é que em nossas duas melhores viagens com a Lia, ambas para Orlando, experimentamos a magia de estar realizando um sonho e o pesadelo de me ver com uma criança doente, num lugar diferente e que não falava muito bem a língua.
Nossas viagens, principalmente a que fizemos em setembro passado foram verdadeiras aventuras! A primeira viagem para Orlando aconteceu quando a Lia tinha sete meses. Fomos em janeiro e estava frio, o vento gelado fez com que depois de dois dias que chegamos ela ficasse congestionada e muito manhosa.
Ela ficou febril por alguns dias mas hesitei em chamar o médico do seguro saúde. Chegamos num sábado pela manhã no Brasil e à noite já estava com a Lia na emergência. Ela foi diagnosticada com pneumonia.
Quando planejamos nossa segunda viagem optamos por um período mais quente dessa vez, por isso fomos em setembro. Chegamos num sábado e curtimos tanto a semana que não estava nem acreditando. A Lia aproveitando cada segundo e encantada com tudo o que via.
No sábado seguinte da nossa chegada ela começou a vomitar muito na madrugada, nunca tinha acontecido isso, ela vomitou mais de dez vezes.Liguei no seguro saúde e estava esperando um médico no hotel. Fiquei tão agoniada que não conseguimos esperar e levamos ela numa clínica, tipo um consultório. A medico examinou, tentou hidratar e medicar a Lia por via oral, sem sucesso.
Minha angústia só aumentava e decidimos ir para um hospital. Aí começou nossa saga porque o seguro saúde que fizemos da empresa FlyCard não nos indicava um hospital para irmos, ficamos cerca de uma hora na clínica esperando, com a Lia oscilando entre vomitar e dormir e não tivemos retorno do seguro saúde.
Resolvemos acionar o seguro do cartão de crédito, ficamos cerca de meia hora no celular e eles indicaram um hospital pediátrico. Para vocês terem ideia do nosso nervosismo eu esqueci o celular que havia comprado há alguns dias no banco do Uber!!
Chegando no hospital fomos prontamente atendidos. Depois da triagem inicial, que é muito parecida com a que é feita aqui nos prontos-socorros, nos colocaram numa espécie de quarto, pequeno mas bem equipado. No total seis profissionais examinaram a Lia, não sei ao certo quantos eram médicos e quantos eram enfermeiros. Em determinado momento precisamos de um intérprete porque não conseguíamos nos comunicar. Depois de medicada e de permanecer algum tempo em observação o vômito cessou e a Lia teve alta, não sabiam dizer se era uma virose ou intoxicação alimentar.
O pior foi que nos dias seguintes eu e meu esposo também ficamos doentes, com os mesmos sintomas da pequena.Solicitamos atendimento médico no quarto do hotel mesmo. Voltamos para a casa muito mal, principalmente meu esposo que precisou de atendimento médico dentro do avião.
Levei uma farmácia do Brasil, que foi muito útil nas duas viagens. Fui à pediatra da Lia antes das viagens e ela me deu várias receitas e dicas que foram muito válidas. Além disso falei com ela por todos os dias em que precisei pelo WhatsApp.
Não sairia daqui sem esse respaldo, principalmente com crianças. Eles são imprevisíveis e quando menos esperamos ficam doentes, principalmente quando a mudança de ambiente e temperatura são mais bruscas.
Mesmo com esses contratempos não desanimamos de viajar com a Lia. Já estamos planejando a próxima viagem para o segundo semestre de 2017. Ah, e não desisti de Orlando não!! Quem sabe em 2018 estaremos lá novamente!!
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