Fragilidade diante do inesperado

É essa a palavra certa quando você se vê em um outro país, com uma filha que não fala essa nova língua e ela não conseguir interagir com outras crianças por conta disso.
Fragilidade diante do inesperado, diante de um novo sistema de saúde que foge um pouco diante da nossa realidade!
Ver sua filha passando mal, com febre, chorando por não conseguir engolir, ficando fraca por não conseguir comer e não poder fazer nada. Antibiótico, aqui, só é dado em último do último do último caso (sei que esse é um assunto polêmico e, por isso, talvez fique para um segundo momento).
A distância de casa já é difícil, e ver todas essas dificuldades chegando ao mesmo tempo, a sensação é de total impotência diante do mundo.
Estar numa festa infantil e não conseguir se comunicar com as outras mães! Como é difícil fazer amizades nesse novo mundo. Abrir novas fronteiras! Para isso, é preciso coragem, ser despachado, extrovertido e comunicativo. Talvez seria bem mais fácil.
Quando chegamos e conhecemos uma família brasileira, isso nos ajudou muito. Acho que mais à mim e às minhas filhas. Conseguir me comunicar com outras pessoas na minha língua, que sonho! E então, encontramos um grupo de brasileiras, perdidas nesse novo mundo! Por motivos diferentes, mas todas nesse mesmo “barco”!
Hoje, pela primeira vez, tive vontade de voltar para casa. Viver aquilo que já conheço, que tenho para mim desde menina. Voltar para o apoio da minha família, dos amigos!
Mas já se passaram praticamente 3 meses. Quando entramos na rotina, os dias parecem ficar mais longos, mas quando viajamos ou passeamos, ou quando vivenciamos algo novo, parece ser bem melhor! Saudades, nós temos e muito, dos familiares, dos amigos, do nosso cachorro que ficou no Brasil, do trabalho, da escola, de tudo!
E desistir de tudo agora? Será que é isso que nós queremos? Que eu quero? Desse sonho que começou difícil, ficou maravilhoso, mas, como tudo na vida, tem seus altos e baixos!
Precisamos parar e pensar que isso se chama VIDA! Que nela nos deparamos com sucessos e insucessos em todos os momentos, tanto na vida pessoal quanto profissional/escolar! Saber lidar com as frustrações não é tarefa fácil para ninguém, não é mesmo?

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E vocês? Já passaram por algo parecido?

Finalmente concluímos o desfralde

Foram 3 meses e meio de uma montanha-russa repleta de emoções, tanto para a Lia, quanto para nós, e tudo foi resolvido em apenas dois dias pela minha sogra.
Isso mesmo que vocês leram, ela desfraldou a Lia num final de semana e sou muito grata à ela por isso. Com a experiência de já ter desfraldado três filhos e duas nestas, somada à muito jogo de cintura, ela conseguiu que a Lia “aceitasse” o peniquinho.
Mas não pense vocês que foi fácil, na verdade minha sogra começou brincar que a boneca da Lia ia fazer xixi, aí quando a pequena já estava no banheiro nós pedíamos para ela mostrar para a boneca (filha) como se fazia o xixi no penico.
De maneira lúdica ela passou a concordar em ir ao banheiro. Como não pensei nisso antes? Na maioria das vezes estamos tão consumidas pela rotina, pela dificuldade que é educar uma criança, que nos esquecemos de enxergar mais com os olhos do coração.
Mesmo assim não foi fácil, tivemos vários momentos de recusa, mas quanto mais entrávamos no universo lúdico da Lia, mais ela assimilava o desfralde.
Hoje dificilmente temos escape, fazemos pequenas viagens com ela sem fralda e só coloco mesmo a noite, depois que ela dorme.
Enfim, desfralde diurno concluído, já o noturno é outra história e não estou pensando nele nesse momento. Estou focada em encontrar um bom redutor de assento dobrável e protetores descartáveis, para usarmos os banheiros públicos com mais higiene.
Ela fica mais fofa de calcinha!

Ela fica mais fofa de calcinha!

A Fábrica de Chocolate

Fizemos um tour pela YORK’S CHOCOLATE STORY, uma famosa fábrica de chocolate aqui de Iorque. Precisamos ficar esperando na fila para agendarmos a visita para o período da tarde. Um guia vai nos contando como se deu o processo inicial da fabricação de chocolate.

Antigamente, o cacau era visto como ouro e acabou sendo a principal causa de alguns conflitos. Algumas famílias de Iorque são fundadoras dessa fábrica, e eles contam como tudo isso aconteceu.

O tour é muito ilustrativo e interativo. São três andares e no final você mesmo produz seu próprio pirulito de chocolate. Nos mostraram como é feito o processo de fabricação, iniciando pelo cacau e sua transformação no produto final. Apresentam todas as embalagens que já foram utilizadas e suas diversas formas de criação com outras frutas. Ah, um lembrete, eles não permitem fotos durante o passeio pela fábrica.

Uma curiosidade que eu não sabia: o famoso Kit Kat foi produzido pela empresa britânica Rowentree Limited of York, na década de 30. E aqui temos a famosa fábrica da Nestlé. Tem dias que sentimos um cheiro muito forte de cacau na cidade!! Durante cerca de 300 anos o chocolate era o que movimentava a economia da cidade. Até hoje Iorque é considerada a cidade do chocolate no Reino Unido.

Como amo chocolate não pude deixar de experimentar o chocolate quente deles, uma bebida dos Deuses!! Recomendo muito o passeio, inclusive com crianças! As minhas filhas amaram o passeio e as degustações que tem durante o tour!

Aprovadíssimo!!!!

 

Delicioso e inesquecível chocolate quente!

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Pirulitos feitos por nós na Fábrica de Chocolate!

Estou pronta para desistir do desfralde

Dois meses de desfralde e nenhum dia sem vazamento. Estou pronta para desistir do processo, meu coração de mãe quer isso, mas ainda sem coragem para tomar essa decisão.
Nos últimos dias a Lia tem se mostrado completamente alheia ao desfralde, como se não fosse com ela, em nenhum momento vai até o penico sozinha.
Sempre levo ela ao banheiro de tempos em tempos e na maioria das vezes ela não faz, mas logo em seguida escapa o xixi, às vezes no tapete, na cama, na cadeira, no chão e o pior de tudo é que ela não fica incomodada em estar suja.
Ela estava indo tão bem, estou angustiada, o que está acontecendo com a Lia? Com certeza alguma alteração de fundo emocional fez com que ela regredisse totalmente no desfralde.
Isso é o mais difícil para mim e para o meu esposo. Estamos tentando saber o que está se passando com a nossa pequena e não conseguimos respostas concretas.
Já faz uns 20 dias que tenho notado ela diferente com o desfralde e a cada dia os problemas foram ficando cada vez mais evidentes. Há duas semanas busquei auxílio na escola, primeiro com a professora da Lia e em seguida com a coordenadora. Solicitei uma conversa com a psicóloga para que ela nos orientasse nesse momento.
Estamos tentando mais um pouco sem a fralda. Dessa vez sem mural de avaliações, sem dar tanta ênfase ao processo, sem ficar toda hora perguntando se ela quer fazer xixi ou côco. Convido a Lia para me acompanhar quando vou ao banheiro, não demonstro importância com os vazamentos, tudo da maneira mais natural possível.
Desde semana passada estamos nessa fase mais light, em alguns momentos noto pequenas melhoras e em seguida parece que está regredindo de novo. Estou tentando manter a calma, aguardem cenas dos próximos capítulos.
blog desfralde