A Fábrica de Chocolate

Fizemos um tour pela YORK’S CHOCOLATE STORY, uma famosa fábrica de chocolate aqui de Iorque. Precisamos ficar esperando na fila para agendarmos a visita para o período da tarde. Um guia vai nos contando como se deu o processo inicial da fabricação de chocolate.

Antigamente, o cacau era visto como ouro e acabou sendo a principal causa de alguns conflitos. Algumas famílias de Iorque são fundadoras dessa fábrica, e eles contam como tudo isso aconteceu.

O tour é muito ilustrativo e interativo. São três andares e no final você mesmo produz seu próprio pirulito de chocolate. Nos mostraram como é feito o processo de fabricação, iniciando pelo cacau e sua transformação no produto final. Apresentam todas as embalagens que já foram utilizadas e suas diversas formas de criação com outras frutas. Ah, um lembrete, eles não permitem fotos durante o passeio pela fábrica.

Uma curiosidade que eu não sabia: o famoso Kit Kat foi produzido pela empresa britânica Rowentree Limited of York, na década de 30. E aqui temos a famosa fábrica da Nestlé. Tem dias que sentimos um cheiro muito forte de cacau na cidade!! Durante cerca de 300 anos o chocolate era o que movimentava a economia da cidade. Até hoje Iorque é considerada a cidade do chocolate no Reino Unido.

Como amo chocolate não pude deixar de experimentar o chocolate quente deles, uma bebida dos Deuses!! Recomendo muito o passeio, inclusive com crianças! As minhas filhas amaram o passeio e as degustações que tem durante o tour!

Aprovadíssimo!!!!

 

Delicioso e inesquecível chocolate quente!

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Pirulitos feitos por nós na Fábrica de Chocolate!

Estou pronta para desistir do desfralde

Dois meses de desfralde e nenhum dia sem vazamento. Estou pronta para desistir do processo, meu coração de mãe quer isso, mas ainda sem coragem para tomar essa decisão.
Nos últimos dias a Lia tem se mostrado completamente alheia ao desfralde, como se não fosse com ela, em nenhum momento vai até o penico sozinha.
Sempre levo ela ao banheiro de tempos em tempos e na maioria das vezes ela não faz, mas logo em seguida escapa o xixi, às vezes no tapete, na cama, na cadeira, no chão e o pior de tudo é que ela não fica incomodada em estar suja.
Ela estava indo tão bem, estou angustiada, o que está acontecendo com a Lia? Com certeza alguma alteração de fundo emocional fez com que ela regredisse totalmente no desfralde.
Isso é o mais difícil para mim e para o meu esposo. Estamos tentando saber o que está se passando com a nossa pequena e não conseguimos respostas concretas.
Já faz uns 20 dias que tenho notado ela diferente com o desfralde e a cada dia os problemas foram ficando cada vez mais evidentes. Há duas semanas busquei auxílio na escola, primeiro com a professora da Lia e em seguida com a coordenadora. Solicitei uma conversa com a psicóloga para que ela nos orientasse nesse momento.
Estamos tentando mais um pouco sem a fralda. Dessa vez sem mural de avaliações, sem dar tanta ênfase ao processo, sem ficar toda hora perguntando se ela quer fazer xixi ou côco. Convido a Lia para me acompanhar quando vou ao banheiro, não demonstro importância com os vazamentos, tudo da maneira mais natural possível.
Desde semana passada estamos nessa fase mais light, em alguns momentos noto pequenas melhoras e em seguida parece que está regredindo de novo. Estou tentando manter a calma, aguardem cenas dos próximos capítulos.
blog desfralde

Põe casaco, tira casaco, põe casaco, tira casaco!

Nossa vida aqui em Iorque é mais ou menos assim.  Para sobrevivermos a esse frio, que não estávamos acostumados no Brasil, é necessário várias camadas de roupas. Parecemos uma cebola!!

Quando caminhamos pelas ruas, é preciso muitas camadas de roupas e um casaco bem reforçado suficiente para segurar o calor do nosso corpo. E aí, quando entramos em qualquer ambiente, passamos calor e então tiramos o casaco. Ficamos nesse jogo de põe casaco e tira casaco.

Para ajudar as pessoas que vão para lugares com frio, aconselho usar camadas de roupa: por baixo usamos roupas térmicas. No Brasil, comprei essas roupas térmicas e casacos mais pesados, próprios para lugares frios, na  Decathlon. Aqueles casacos de cashmere não servem para o inverno aqui da Inglaterra, somente para o outono. Para o inverno mais pesado, costuma-se usar casacos com pluma de ganso – são aqueles casacos “mais fofinhos”. Aqui temos várias lojas que oferecem esse tipo de produto, mas também não é muito barato. O ideal é pegar alguma promoção bem legal. Ah, as pessoas que moram aqui, recomendam comprar esses casacos em lojas de esportes também. Aqui temos a The North Face (https://www.thenorthface.co.uk)  e a Go Outdoors (http://www.gooutdoors.co.uk ).

Outra dica importante é usar roupas de fleece. Como tenho muita dificuldade em reter calor – sou muito friorenta – preciso usar essas blusas, além das térmicas. São bem quentinhas e ajudam muito. Elas também são encontradas em lojas de esportes. Outra opção, são as blusas de lã bem quentinhas por baixo dos casacos.

Além disso, é necessário usar luvas, cachecol, gorro e uma bota bem quentinha ( de preferência com pelinhos por dentro).

Concluindo, perdemos um bom tempo para nos vestirmos, principalmente quando temos que ajudar as crianças a se vestirem também! Daí é preciso aumentar esse tempo, porque rola muito stress!

Como sou uma pessoa muito observadora, fico vendo como as pessoas se vestem aqui e, por incrível que parece, elas usam saias e vestidos com meia calça e nem parecem passar frio. Depois descobri que temos aqui no mercado, meias calças térmicas com fio 200 e que realmente esquentam – o que no meu caso, é muito difícil de acontecer. Reparei também que, como uso muitas camadas de roupas, o movimento fica meio restrito, o que não acontece quando uso saia ou vestido!

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É possível se divertir e passear bastante, mesmo quando está muiiiiiito frio!!! Eu e minha família estamos aproveitando ao máximo todas essas novas experiências!

E vocês? Já passaram por alguma experiência no inverno intenso? Deixe se comentário!

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ESCOLA! E agora?

Quando soubemos que iríamos morar na Inglaterra, a minha principal preocupação era com a escola! Todos comentavam que seria muito tranquilo, principalmente para a Bella (5 anos), uma vez que ela estaria numa fase excelente para o aprendizado! Para a Nay (15 anos) também seria tranquilo, pois ela já fazia inglês há três anos.

Pois bem, vou começar com a Nay: ela realmente se adaptou super bem à escola, e está aprendendo e acompanhando o inglês perfeitamente! Estamos super orgulhosos dela! Ela frequenta o décimo ano, que corresponde ao primeiro ano do Ensino Médio no Brasil.

Já a Bella teve um pouco mais de dificuldade para se comunicar. Primeiramente, a escola foi muito receptiva e nos apresentou à família da também brasileira Mariana, mãe do Felipe e da Fernanda, que estudam na mesma escola, mas em salas diferentes. Achei ótimo, pois as crianças poderiam ajudar a Bella sempre que precisasse. Ela frequenta a sala que eles chamam de “Reception”, que antecede o primeiro ano do Ensino Fundamental.

A primeira semana foi super excitante! Ela ficou muito tranquila porque haviam muitas novidades, mas na segunda semana começaram os choros. E é aí que o coração de mãe aperta e começamos nossas tentativas em ajudá-la. Compramos diversos livros (ela sempre gostou muito de livros), baixamos diversos aplicativos para trabalhar a fala e escrita – todas as crianças da salinha dela já estão escrevendo! Além disso, diversos vídeos e músicas que ela já assistia, agora todos em inglês.

Mas a Bella é um pouco resistente e eu a entendo perfeitamente! Aqui as crianças ficam na escola das 9 horas da manhã até às 15 horas, e quando ela chega em casa não quer nem ouvir falar de outra língua que não seja a dela.
Com jeitinho, através da brincadeira (eu sou a aluna e ela é a professora), vamos aprendendo o inglês.

Após alguns dias conversamos com a professora e ela nos disse que a Bella já está cantando as músicas com os colegas, está interagindo bastante, que ela é muito boa em contas e com os sons. Isso nos deixou muito mais tranquilos, orgulhosos de seus avanços e com a certeza de que essas dificuldades irão passar logo!

Aqui eles usam muito a associação do som (fonema) à letra (grafema) e as crianças vão construindo as palavras de forma mais rápida! Eu, como fonoaudióloga, fico encantada com tudo isso!

Depois conto para vocês qual foi o desfecho desta história!

E vocês? Também passaram por momentos como esses? Por favor, compartilhem suas experiências aqui no blog!

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