Primeira semana – vida de “madame”

Nossa primeira semana em York foi muito excitante: observar a arquitetura da cidade, as lindas paisagens, o clima muito frio, os castelos destruídos ou o pouco que lhes restam, os muros que cercam a cidade construídos há muito tempo, os costumes e hábitos, as ruas estreitas construídas quando os romanos habitavam este lugar, a comida. Tudo é encantador!
A princípio ficamos hospedados em um hotel por 4 dias e ali aprendemos um pouco sobre a riqueza deste lugar. Passeávamos o quanto conseguíamos caminhar, pois o vento contra o rosto é muito forte e não nos permite andar por muito tempo.
Compramos algumas coisinhas para sobreviver ao frio, meias térmicas, luvas, gorros, cachecóis, casacos mais pesados e botas mais quentinhas. Eram muitos camadas de roupas para suportar o frio ao caminhar pelo centro de York.
Enlouqueci em algumas lojas, mesmo em libra o valor das mercadorias aqui é muito baixo, comparado com o preço que pagamos no Brasil. Tive que me controlar, afinal vamos morar aqui por um ano!
Ao observar a população local, vemos que as pessoas, em sua maioria, são loiras ou ruivas de olhos azuis (muito bonitos por sinal)  e que se vestem muuuuito bem, mas uma coisa que me chamou bastante a atenção foi a quantidade de fumantes pelas ruas.

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Primeiro dia de um novo ano

E aqui começou nossa viagem, exatamente no dia 31 de dezembro de 2016! Muita ansiedade, muito choro de deixar os familiares e amigos para trás, um aperto ENORME no coração e um friozinho na barriga que parece não ter fim! Muitos sentimentos me passam à cabeça, muitos momentos bons vividos, mas agora será somente a nossa pequena família!

Estamos aguardando o avião que irá nos levar até a Inglaterra! Lá viveremos por um ano. Motivo: acompanhar o marido em sua carreira e levar as filhas para aprenderem inglês, e de quebra, também embarco nessa!
Quais são nossas expectativas para este novo ano? Aprendizado? Recomeço? Sucesso? Paz? Saúde? Segurança? Quais as nossas verdadeiras conquistas? Isso iremos descobrir todos juntos, em família, no ano de 2017!
E aqui começa nossa história……

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Chegamos ao Terrible Two

Há duas semanas temos experimentado muito ativamente a fase dos dois anos que deixam as mamães de cabelo em pé! Coisas que eram feitas sem nenhum stress, como trocar a fralda e tomar um banho (a Lia nunca chorou para tomar banho, nem quando era bem bebê, ela até dormia na banheira), agora são momentos de birra e muita manha.
Tudo é motivo para o choro e se ela for contrariada perde o controle. A Lia grita tanto, mas tanto que fica sem fôlego, se joga no chão, responde alto e depois fica muito envergonhada de estar chorando e culmina num nervosismo sem tamanho com mais e mais choro.
Não está sendo fácil manter a sanidade, tento sempre manter o diálogo e explicar o porque ele não pode ser atendida naquele momento ou porque precisa tomar o banho naquela hora, mas tem vezes que a única coisa que consigo é ficar ao seu lado até o ataque de fúria passar.
A verdade é que nessa fase a criança ganha autonomia, tem vontades próprias e não sabe lidar com tanta emoção. E está tudo bem, porque ela está se desenvolvendo, percebendo seus desejos e o mundo a sua volta.
À todas as mamães que estão vivenciando essa fase ou vão passar por ela desejo muito amor, segurança e uma boa dose de suco de maracujá!
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A primeira vez que a Lia não chorou no médico!

A primeira vez que a Lia não chorou no médico eu não estava junto. Quem me acompanha a mais tempo sabe que cada vez que a Lia vai ao médico é uma guerra. Ela chora tanto que chega a perder o fôlego e em algumas vezes até a vomitar. Mas essa semana foi diferente!
Precisei ir ao neurologista por conta do meu problema na coluna, como moro numa cidade bem pequena sempre vamos aos médicos em São José do Rio Preto/SP,  local onde tem uma boa estrutura e muitos profissionais na área da saúde.
Na última terça-feira fui ao médico, como há alguns dias a Lia estava comendo muito mal e com um pouco de dificuldade para engolir, aproveitei a viagem até São José para levar a Lia ao pediatra, assim ele já examinava a garganta, o ouvido e nós ficávamos mais tranquilos.
Como minha consulta seria bem demorada meu esposo e minha mãe foram com a Lia ao pediatra!! Primeira vez que a mamãe não acompanha a pequena
e para a minha surpresa foi a primeira vez que a Lia se comportou como uma verdadeira mocinha.
Ela não chorou, deixou colocar o termômetro e abriu a boca para a médica examinar!!! Não estou me cabendo de tanto orgulho!😍😍😍😍
Sei que as mamães vão me entender, levar nossos bebês ao médico já é difícil e quando eles choram muito é de cortar o coração! Agora é só torcer para que as próximas visitas ao pediatra sejam iguais, ou será que só foi assim porque a mamãe não estava junto?

 

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